Esta semana de Carnaval saiu uma matéria de 14 páginas sobre rede social, na Carta Capital (17 fev, n. 583), com o conteúdo traduzido da The Economist. Vou tentar resumir e destacar os principais pontos que encontrei.
Como as redes sociais conseguiram obter este crescimento fenomenal (efeito de rede)?
O valor das redes para os seus usuários cresce exponencialmente com o número de pessoas conectadas a elas. Isto quer dizer que a audiência de uma rede social cresce lentamente no início e, então, explode quando ultrapassa um certo limiar. Um exemplo é o Facebook que demorou 5 anos para conquistar 150 milhões de usuários e apenas 8 meses para dobrar este número.
- As redes sociais se transformaram em vastos espaços públicos em que milhões de pessoas agora se sentem confortáveis em usar suas identidades reais on-line.
- São ferramentas estupendas para a comunicação de massa. Ao atualizar o site, os usuários podem deixar sua rede de amigos (e às vezes o mundo todo) saber o que está acontecendo em suas vidas. Para mim que tenho família
- As pessoas gastam mais tempo nos sites de relacionamentos do que com emails.
- As redes se tornaram importantes veículos para notícias e canais de influência. O Twitter é um exemplo de transmissão em tempo real dos eventos.
- Outra razão para as redes terem se tornado tão populares é que há uma grande quantidade de coisas para se fazer nelas, pois elas permitiram que programadores independentes criassem programas, conhecidos como “aplicativos”, que rodam em suas redes e exploram o tesouro de informações produzido pelos usuários. Exemplo o Máfia Wars, Farmville, SuperPoke, etc. Já recebi “n” convites para entrar e ainda não aceitei pois imagino o quão viciantes são, e já não consigo administrar nem as redes, quanto mais os jogos das redes.
- As redes produzem poderoso efeito de marketing viral, pois os amigos as usam para dizer uns aos outros as coisas que descobriram.
- Os pequenos negócios estão usando as redes para crescer. O Twitter por exemplo tem uma espécie de credibilidade de rua que falta à mídia tradicional.
- Aumentou o uso pessoal das redes sociais no trabalho e há várias empresas preocupadas com a produtividade. É utópico bloquear pois há vários empregados de celulares com acesso à internet, logo, seria uma perda de tempo. E, quem quiser “matar serviço”, tem diversas opções como o fumódromo, conversa de corredor, cafezinho...
- A próxima onda das redes sociais vai girar em torno dos telefones celulares e dos lugares onde as pessoas os levam. Isso abre perspectivas para mudanças ainda mais amplas na paisagem das redes de relacionamento. Para alguns, a idéia de uma tecnologia que possa promover encontros casuais com seus amigos vai parecer um sonho que se torna realidade, pois humaniza a tecnologia e emprega na causa de uma maior transparência global. Para outros, a idéia de ser rastreado de um lugar ao outro é uma perspectiva perturbadora que traz a lembrança do Grande Irmão.
Concluindo, ficou mais fácil para qualquer um formar por conta própria um grupo de discussão de alcance mundial com apenas alguns poucos cliques no mouse. Milhões dessas discussões podem ser realizadas simultaneamente com a maior facilidade.
Isto foi o que consegui resumir da grande matéria.
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